Prefácio
Despertem incautos leitores, o tempo muda o referencial tão rápido, que perdemos a noção de qualquer realidade.
Sentir a vida nas nossas raízes é imperativo para termos a nossa bússola ajustada. Quando parti nessa busca de interior e de anterior, não tinha pretensões, mas só curiosidade, latente, que coçava, de buscar entender que meus antepassados vieram fazer nessa terra tão complicada, misturada, desorganizada, mas que amamos tanto.
Mas isso se tornou necessário para mim, como a oxigenação para o organismo, inserir-me numa energia mundial, na teia da vida que estamos entrelaçados, todos irmanados de ideais comuns.
Minha profissão de médico e oficial médico da polícia militar fez-me conviver com o conflito humano de forma intensa, morte, regulamentos rígidos, justiça, nos faz buscar muitas respostas, que nem sempre a filosofia e a psicologia nos dão. Somos resultados sim de um ato contínuo de Amor, que nossos antepassados nos trazem a parte genética, entramos com nossa parte: o Espírito. Mas sem dúvida esse trabalho cria um fio, um elo nessa teia, que não deixa a miragem do moto contínuo parar, é o curso energético que flui na nossa veia e na nossa alma.
Faz-nos entender e tratar melhor o próximo que é elo de nossa própria corrente, enfim para afastarmos um pouco de nossa vaidade e egoísmo.
Rendo homenagem aos autores e pesquisadores, que me inspiraram a entender a História de Minas e São Paulo , numa visão crítica e carinhosa, estimulando o trabalho, como uma missão delegada do qual inspiraram que se façam descendentes. Como Tarcísio José Martins, Leyde Guimarães, Bartyra Sette, Regina Moraes Junqueira, Benedito Antonio Miranda Tiradentes Borges.